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X Copa do Mundo da FIFA - 1974
Curiosidades da Copa do Mundo de 1974
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Fontes:

  • Pela primeira vez a diferença de gols foi usada como meio de desempate, assim como o placar agregado.
  • Pela primeira vez uma seleção da Oceania se classificou para a Copa do Mundo da FIFA, a autora da proeza é a Austrália.
  • Chile e União Soviética teriam de se enfrentar na repescagem das Eliminatórias. As seleções empataram em Moscou. Porém, os soviéticos não se apresentaram para a partida em Santiago. Alegaram que não reconheciam o governo de Augusto Pinochet – que derrubara o esquerdista Salvador Allende no ano anterior – e que o estádio Nacional, onde seria realizada a partida de volta, era utilizado como prisão política pelo governo chileno. Sem rival, o Chile entrou em campo, deu o pontapé inicial e fez um gol contra a meta vazia.
  • Na final, a Holanda deu saída de bola. Trocou passes e partiu para o ataque. Cruyff entrou na área e foi derrubado. Pênalti. Neeskens converteu e a Holanda fez 1 x 0 sem que a Alemanha Ocidental sequer tocasse na bola.
  • O goleiro italiano Dino Zoff não sofria gols defendendo a Itália desde setembro de 1972. Sua invencibilidade caiu durante a Copa, obra do atacante Manno Sanon, do pouco cotado Haiti. No total, Zoff ficou 1.172 minutos sem sofrer gol.
  • Após a partida de sua seleção contra a Polônia, haitiano Ernest Jean-Joseph foi o primeiro jogador a ser pego no exame antidoping em uma Copa. Foi excluído e voltou imediatamente a seu país. No Haiti, o jogador foi reprimido pessoalmente pelo ditador Jean Claude Duvalier e ficou na prisão por dois anos.
  • O goleiro holandês Jongbloed gostava de jogar sem luvas e com a camisa 8.
  • A Holanda foi a única seleção da história a bater, em um mesmo Mundial, os três grandes da América do Sul: Brasil, Argentina e Uruguai.
  • O atacante alemão Gerd Müller marcou quatro gols durante a competição e se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 14 (havia feito 10 em 1970). O jogador superou o francês Just Fontaine, que, em 1958, fez 13 gols.
  • A Taça Jules Rimet, conquistada em definitivo pelo Brasil em 1970, sai de cena. O novo objeto de desejo era a Copa do Mundo FIFA, troféu de 37 centímetros de altura feito em ouro maciço pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga.
  • A seleção do Uruguai escapou de uma boa antes da Copa. Com vôo marcado para a Indonésia para a disputa de um amistoso preparatório, a seleção cancelou suas reservas pouco antes do embarque. O avião que seguiu sem os atletas acabou caindo, matando 107 pessoas.
  • A Bélgica não se clasificou para a Copa, mesmo sem perder um jogo ou tomar um gol.
  • O Brasil e a Polônia disputaram o terceiro lugar.Aos 20 minutos do segundo tempo, Mirandinha siu em disparada do meio-de-campo em direção ao gol da Polônia e foi agarrado por Kasperczac. Mesmo sendo firmemente segurado pela camisa, Mirandinha ainda percorreu 20 metros até cair. O jornal alemão Bild chamou o lance de "a falta mais comprida da história das Copas".
  • Num fato inédito, Johan Cruyff levou um cartão amarelo dois minutos após o fim do primeiro tempo por reclamação.
  • O responsável pelo controle do placar eletrônico em Gelsenkirchen entrou em pânico após o nono gol da Iugoslávia contra o Zaire: não haveria espaço para exibir o nome do autor do décimo gol. A decisão tomada foi de colocar apenas o número de quem marcasse daí em diante. Mas não foi preciso, o jogo terminou 9 a 0.
  • Ainda na partida entre Zaire e Iugoslávia, o africano Muepu tentou agredir o árbitro colombiano Omar Delgado, que voltou-se a tempo de impedir. Delgado, entretanto, se confundiu quanto ao agressor e expulsou N`Daye, que foi para o vestiário sem entender nada.
  • primeiro goleiro a ser substituído durante a Copa por motivos técnicos, e não por contusão, foi o Muampa Kazadi. Aos 22min do primeiro tempo, quando o Zaire perdia para a Iugoslávia por 3 a 0, o treinador africano tirou Kazadi e colocou Dimbi Tubilandu, que, durante o jogo, sofreu outros seis gols.
  • Segundo histórias de bastidores, uma das coisas que mais prejudicou a seleção brasileira foram os empresários que estariam negociando com atletas. Jairzinho e Paulo César assinaram com o Olympique de Marselha, da França, e houve quem acusasse Paulo César de "tirar a perna" para não se machucar.
  • Em 1974, o brasileiro João Havelange substituiu o inglês Stanley Houss na presidência da Fifa. Havelange se tornaria o primeiro não-europeu a ocupar o cargo, que manteria por 24 anos.

  • Em 74, o futebol brasileiro se encontrava numa das chamadas fases de "entressafra", com o envelhecimento da geração tricampeã.

  • O comando ficou com o técnico da campanha de 70, Mário Jorge Lobo Zagalo, que lamentava a perda dos craques: "O Gerson parou, perdemos o Carlos Alberto e o Clodoaldo, e o Pelé preferiu ficar de fora."

  • Em entrevista concedida à BBC dois meses antes da Copa, Zagalo demonstrou total desconhecimento do novo futebol jogado pelos europeus. Desconhecia até a grande novidade da época: o "futebol-total", da Holanda, o "Carrossel" treinado por Rinus Michels.

  • Sem Pelé, a camisa 10 da seleção foi entregue a Rivelino, que, com Jairzinho e Paulo César, formava a grande esperança da torcida brasileira. Entre as revelações, despontavam o goleiro Leão, do Palmeiras, e o lateral Marinho Chagas, do Botafogo.

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